47 – Personalidades e Estados que dão nomes as Ruas do Bairro:

Duque de Caxias,( Luis Alves de Lima e Silva), o, nasceu em 25 agosto de 1803, na fazenda de São Paulo, no Taquaru, Vila de Porto da Estrela, na Capitania do Rio de Janeiro quando o Brasil era Vice Reino de Portugal. Hoje, é o local do Parque Histórico Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro.

Filho do Marechal-de-Campo Francisco de Lima e Silva e de D. Mariana Cândida de Oliveira Belo. Ao seu pai, Vereador da Imperatriz Leopoldina, coube a honra de apresentar em seus braços à Corte, no dia 2 de dezembro de 1825, no Paço de São Cristóvão, o recém-nascido que, mais tarde, viria a ser o Imperador D. Pedro II.

Em 22 de 1808, época em que a Família Real Portuguesa transfere-se para o Brasil, Luis Alves é titulado Cadete de 1ª Classe, aos 5 anos de idade.

Pouco se sabe da infância de Caxias. Pelos almanaques do Rio de Janeiro da época e publicados pela Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, os quais davam o nome das ruas em que moravam às autoridades governamentais, sabe-se que seu pai, desde capitão, em 1811, residia na rua das Violas, atual rua Teófilo Otoni. Esta rua das Violas, onde existiam fabricantes de violas e violões e onde se reuniam trovadores e compositores, foi o cenário principal da infância de Caxias. Sabe-se que estudou no convento São Joaquim, onde hoje se localiza o Colégio D.Pedro II, e próximo do Quartel do Campo de Santana que ele viu ser construído e que hoje é o Palácio Duque de Caxias, onde está instalado o Comando Militar do Leste.

Em 1818, aos quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, de onde egressou, promovido a Tenente, em 1821, para servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei.

O retorno da família real e as conseqüências que daí advieram, concorreram para almejada emancipação do país. D. Pedro proclama a independência do Brasil e organiza, ele próprio, em outubro de 1822, no Campo de Sant’Ana, a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador, integrado por 800 guapos militares, tipos atléticos e oficiais de valor excepcional, escolhidos da tropa estendida à sua frente. Coube ao Tenente Luis Alves de Lima e Silva receber, na Capela Imperial, a 10 de novembro de 1822, das mãos do Imperador D. Pedro I, a bandeira do Império recém-criada.

No dia 3 de junho de 1823, o jovem militar tem seu batismo de fogo, quando o Batalhão do Imperador foi destacado para a Bahia, onde pacificaria movimento contra a independência comandando pelo General Madeira de Melo. No retorno dessa campanha, recebeu o título que mais prezou durante a sua vida – o de Veterano da Independência.

Em 1825 iniciou-se a campanha da Cisplatina e o então Capitão Luis Alves desloca-se para os pampas, junto com o Batalhão do Imperador. Sua bravura e competência como comandante e líder o fazem merecedor de várias condecorações e comandos sucessivos, retornando da campanha no posto de Major.

A 6 de janeiro de 1833, no Rio de Janeiro, o Major Luis Alves casava-se com a senhorita Ana Luisa de Loreto Carneiro Viana que contava, na época, com dezesseis anos de idade.

Em 1837, já promovido a Tenente Coronel, Caxias é escolhido “por seus descortino administrativo e elevado espírito disciplinador” para pacificar a Província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada.

Em 2 de dezembro de 1839 é promovido a Coronel e, por Carta Imperial, nomeado Presidente da Província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações, para que as providências civis e militares emanassem de uma única autoridade.

Em agosto de 1840, mercê de seus magníficos feitos em pleno campo de batalha, Caxias foi nomeado Vereador de Suas Altezas Imperiais.

Em 18 de julho de 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias. Por quê Caxias? “Caxias simbolizava a revolução subjugada. Essa princesa do Itapicuru havia sido mais que outra algema afligida dos horrores de uma guerra de bandidos; tomada e retomada pelas forças imperiais, e dos rebeldes várias vezes, foi quase ali que a insurreição começou, ali que se encarniçou tremenda; ali que o Coronel Luis Alves de Lima e Silva entrou, expedindo a última intimação aos sediciosos para eu depusessem as armas; ali que libertou a Província da horda de assassinos. O título de Caxias significava portanto: – disciplina, administração, vitória, justiça, igualdade e glória”, explica o seu biógrafo Padre Joaquim Pinto de Campos.

Em 1841, Caxias é promovido a Brigadeiro e, em seguida, eleito unanimimente, deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão e, já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte. Em maio de 1842 iniciava-se um levante na Província e São Paulo, suscitado pelo Partido Liberal. D. Pedro II, com receio que esse movimento, alastrando-se, viesse fundir-se com a Revolta Farroupilha que se desenvolvia no sul do Império, resolve chamar Caxias para pacificar a região. Assim, o Brigadeiro Lima e Silva é nomeado Comandante-chefe das forças em operações da Província de São Paulo e, ainda, Vice-Presidente dessa Província. Cumprida a missão em pouco mais de um mês, o Governo, temendo que a Província de Minas Gerais se envolvesse na revolta, nomeiam Caxias como Comandante do Exército pacificador naquela região, ainda no ano de 1842. Já no início do mês de setembro a revolta estava abafada e a Província pacificada.

No dia 30 de julho de 1842, “pelos relevantes serviços prestados nas Províncias de São Paulo e Minas” , é promovido ao posto de Marechal-de-Campo graduado, quando não contava sequer quarenta anos de idade. Ainda graçava no sul a Revolta dos Farrapos. Mais de dez Presidentes de Província e Generais se haviam sucedido desde o início da luta, sempre sem êxito. Mister de sua capacidade administrativa, técnico-militar e pacificadora, o Governo Imperial nomeou-o, em 1842, Comandante-chefe do Exército em operações e Presidente da Província do Rio Grande do Sul. Logo ao chegar a Porto Alegre fez apelo aos sentimentos patrióticos dos insurretos através de um manifesto cívico. A certo passo dizia: “Lembrai-vos que a poucos passos de vós está o inimigo de todos nós – o inimigo de nossa raça e de tradição. Não pode tardar que nos meçamos com os soldados de Oribes e Rosas; guardemos para então as nossas espadas e o nosso sangue. Abracemo-nos para marcharmos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria, que é a nossa mãe comum”. Mesmo com carta branca para agir contra os revoltosos, marcou sua presença pela simplicidade, humanidade e altruísmo com que conduzia suas ações. Assim ocorreu quando da captura de dez chefes rebeldes aprisionados no combate de Santa Luzia onde, sem arrogância, com urbanidade e nobreza, dirigiu-se a eles dizendo: “Meus senhores, isso são conseqüências do movimento, mas podem contar comigo para quanto estiver em meu alcance, exceto para soltá-los”. Se no honroso campo da luta, a firmeza de seus lances militares lhe granjeava o rosário de triunfos que viria despertar nos rebeldes a idéia de pacificação, paralelamente, seu descortino administrativo, seus atos de bravura, de magnanimidade e de respeito à vida humana, conquistaram a estima e o reconhecimento dos adversários. Por essas razões é que os chefes revolucionários passaram a entender-se com o Marechal Barão e Caxias, em busca da ambicionada paz.

E em 1º de março de 1845 é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha. É pois com justa razão que o proclamam não só Conselheiro da Paz, senão também – o Pacificador do Brasil – epíteto perpetuado em venera nobilitante. Em 1845, Caxias é efetivado no posto de Marechal-de-Campo e é elevado a Conde. Em seguida, mesmo sem ter se apresentado como candidato, teve a satisfação de ter seu nome indicado pela Província que pacificara há pouco, para Senador do Império.

Em 1847 assume efetivamente a cadeira de Senador pela Província do Rio Grande do Sul. A aproximação das chamas de uma nova guerra na fronteira sul do Império acabaram por exigir a presença de Caxias, novamente, no Rio Grande do Sul e em junho de 1851 foi nomeado Presidente da Província e Comandante-chefe do Exército do Sul, ainda não organizado. Essa era a sua principal missão: preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos. Assim, em 5 de setembro de 1851 Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas de Manoel Oribe, diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira.

Em 1852, é promovido ao posto de Tenente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias. Em 1853, uma Carta Imperial lhe confere a Carta de Conselho, dando-lhe o direito de tomar parte direta na elevada administração do Estado e em 1855, é investido do cargo de Ministro da Guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a Presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, acumulativamente com o de Ministro da Guerra.

Em 1862, foi graduado Marechal-do-Exército, assumindo novamente a função de Senador no ano de 1863. Em 1865 inicia-se a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano Lopez.

Em 1866, Caxias é nomeado Comandante-chefe das Forças do Império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado Marechal-do-Exército. Cabe destacar que, comprovando o seu elevado descortínio de chefe militar, Caxias utiliza, pela primeira vez no continente americano, a aeroestação (balão) em operações militares, para fazer a vigilância e obter informações sobre a área de operações. O tino militar de Caxias atinge seu ápice nas batalhas dessa campanha. Sua determinação ao Marechal Alexandre Gomes Argolo Ferrão para que fosse construída a famosa estrada do Grão-chaco, permitindo que as forças brasileiras executassem a célebre marcha de flanco através do chaco paraguaio imortalizou seu nome na literatura militar. Da mesma forma, sua liderança atinge a plenitude no seu esforço para concitar seus homens à luta na travessia da ponte sobre o arroio Itororó – “Sigam-me os que forem brasileiros”. Caxias só deu por finda sua gloriosa jornada ao ser tomada a cidade de Assunção, capital do Paraguai, a 1º de janeiro de 1869.

Em 1869, Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a Duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Eis aí um fato inédito pois Caxias foi o único Duque brasileiro.

Em 1875, pela terceira vez, é nomeado Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros. Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a “Questão Religiosa”, o afastamento de D. Pedro II e a Regência da Princesa Isabel. Já com idade avançada, Caxias resolve retirar-se para sua terra natal, a Província do Rio de Janeiro, na Fazenda Santa Mônica, na estação ferroviária do “Desengano”, hoje Juparaná, próximo à Vassouras.

No dia 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos, fechava os olhos para sempre aquele bravo militar e cidadão, que vivera no seio do Exército para glória do próprio Exército. No dia seguinte, chegava, em trem especial, na Estação do Campo de Sant’Ana, o seu corpo, vestido com o seu mais modesto uniforme de Marechal-de-Exército, trazendo ao peito apenas duas das suas numerosas coondecoraçõoes, as únicas de bronze: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai, tudo consoante suas derradeiras vontades expressas. Outros desejos testamentários são respeitados: enterro sem pompa; dispensa de honras militares; o féretro conduzido por seis soldados da guarnição da Corte, dos mais antigos e de bom comportamento, aos quais deveria ser dada a quantia de trinta cruzeiros (cujos nomes foram imortalizados em pedestal de seu busto em passadiço do Conjunto Principal antigo da Academia Militar das Agulhas Negras); o enterro custeado pela Irmandade da Cruz dos Militares; seu corpo não embalsamado. Quantas vezes o caixão foi transportado, suas alças foram seguras por seis praças de pré do 1º e do 10º Batalhão de Infantaria. No ato do enterramento, o grande literato Visconde de Taunay, então Major do Exército, proferiu alocução assim concluída: “Carregaram o seu féretro seis soldados rasos; mas, senhores, esses soldados que circundam a gloriosa cova e a voz que se levanta para falar em nome deles, são o corpo e o espírito de todo o Exército Brasileiro. Representam o preito derradeiro de um reconhecimento inextinguível que nós militares, de norte a sul deste vasto Império, vimos render ao nosso velho Marechal, que nos guiou como General, como protetor, quase como pai durante 40 anos; soldados e orador, humildes todos em sua esfera, muito pequenos pela valia própria, mas grandes pela elevada homenagem e pela sinceridade da dor”.

Em 25 de agosto de 1923 ,a data de seu aniversario natalício passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro, instituição que o forjou e de cujo seio emergiu como um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Ele prestou ao Brasil mais de 60 anos de excepcionais e relevantes serviços como político e administrador público de contingência e, inigualados, como soldado de vocação e de tradição familiar, a serviço da unidade, da paz social, da integridade e da soberania do Brasil Império. Em mais uma justa homenagem ao maior dos soldados do Brasil, desde 1931 os Cadetes do Exército da Academia Militar das Agulhas Negras, portam como arma privativa, o Espadim de Caxias, cópia fiel, em escala, do glorioso e invicto sabre de campanha de Caxias que desde 1925 é guardado como relíquia pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a que o Duque de Caxias integrou como sócio Honorário a partir de 11 de maio 1847.

O Decreto do Governo Federal de 13 de março de 1962 imortalizou o nome do invicto Duque de Caxias como o Patrono do Exército Brasileiro. Atualmente, os restos mortais do Duque de Caxias, de sua esposa e de seu filho, repousam no Panteon a Caxias, construído em frente ao Palácio Duque de Caxias, na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.cep.ensino.eb.br

João Carvalhal Filho,Santista, ocupou vários cargos políticos municipais e estaduais. Começou como vereador em Santos, cargo que ocupou por duas legislaturas, tendo sido eleito presidente da Câmara para o biênio 1926/1927. Foi deputado estadual e federal, e Secretário do Estado de São Paulo.

Quando ocupou interinamente a presidência do Estado, Carvalhal conseguiu a construção de duas instituições de ensino para Santos – as escolas estaduais Dino Bueno e Azevedo Júnior.

Seu nome batiza uma rua situada no Bairro do Campo Grande.

Fonte: http://www.camarasantos.sp.gov.br/noticia.asp?codigo=260

 

Carlos Gomes, Antônio (Campinas, 11 de julho de 1836Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala.[1][2] É o autor da ópera O Guarani.

Carlos Gomes nasceu em Campinas e ficou conhecido por Nhô Tonico,[1] nome com que assinava, até, suas dedicatórias. Nasceu numa segunda-feira numa humilde casa da Rua da Matriz Nova,[3] na “cidade das andorinhas”. Foram seus pais Manuel José Gomes (Maneco Músico) e dona Fabiana Jaguari Gomes.[4]

A vida de Antônio Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor. Muito criança ainda, perdeu a mãe, tragicamente, assassinada aos vinte e oito anos.[5] Seu pai vivia em dificuldades, com diversos filhos para sustentar. Com eles, formou uma banda musical, onde Carlos Gomes iniciou seus passos artísticos. Desde cedo, revelou seus pendores musicais, incentivado pelo pai e depois por seu irmão, José Pedro de Sant’Ana Gomes, fiel companheiro das horas amargas.[5]

É na banda do pai ,que mais tarde Carlos Gomes viria a substituir,[6] que ele vai fazer, em conjunto com seus irmãos, as primeiras apresentações em bailes em concertos. Nessa época, Antônio Carlos Gomes alternava o tempo entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós, e o aperfeiçoamento dos seus estudos musicais.

Aos quinze anos de idade, compõe valsas, quadrilhas e polcas. Aos dezoito anos, em 1854, compõe a primeira Missa, Missa de São Sebastião,[1] dedicada ao pai e repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857, compõe a modinha Suspiro d’Alma com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.[1]

Ao completar 23 anos, já apresentara vários concertos, com o pai. Moço ainda, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Giuseppe Verdi.[7] Era conhecido também em São Paulo, onde realizava, freqüentemente, concertos, e onde compôs o Hino Acadêmico,[1] ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Aqui, recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Corte, em cujo conservatório poderia aperfeiçoar-se. Todavia, Carlos Gomes não podia viajar porque não tinha recursos.

Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1799 — Rio de Janeiro, 12 de maio de 1837) foi um poeta, jornalista, político e livreiro brasileiro.

Infância e adolescência

Filho de um português mestre-escola, Francisco Luís Saturnino Veiga, chegado ao Brasil aos 13 anos, soldado miliciano na paróquia de Santa Rita, no Rio de Janeiro, depois nomeado professor régio de primeiras letras na freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho. Passou a professor na rua do Ouvidor, onde abriu uma loja. Andou por Vila Rica em 1788 e 1789, deve ter conhecido alguns dos inconfidentes, pois recopiou as Cartas Chilenas de Tomás Antônio Gonzaga, publicadas meio século mais tarde por seu neto Luís Francisco da Veiga. Casou com uma brasileira, D. Francisca Xavier de Barros, nascendo três filhos, dos quais Evaristo foi o segundo. Teve grande influência sobre seus filhos, sobretudo Evaristo, ótimo estudante que no Rio de Janeiro de D. João VI aprendeu francês, latim, inglês, cursou aulas de retórica e poética e estudou filosofia. Neste período adquiriu interesse por jornalismo ao visitar as oficinas da Impressão Régia, nos porões do palácio do conde da Barca.

Quando concluiu os estudos, o pai já abrira uma livraria na rua da Alfândega e os livros que trazia da Europa tinham em Evaristo o primeiro leitor, o mais curioso. Seu projeto frustrado de partir para a Universidade de Coimbra encontrou compensação na livraria do pai.

Poeta

Autor da letra do “Hino à Independência“, cuja música se deve a D. Pedro I. Conta entre os precursores do Romantismo no Brasil.

Em suas poesias mais antigas se sente a influência da escola arcádica e sobretudo de Bocage. Datam de 1811, tinha 12 anos. Um ano depois, em 1812, celebra os desastres militares dos franceses em Portugal. Aos 14 anos era um poeta português que refletia no Brasil com atraso de 20 anos o movimento da Nova Arcádia em que haviam excedido Bocage, José Agostinho de Macedo, Curvo Semedo.

Em 1817 era súdito fiel de D. João VI, um luso no Rio de Janeiro: o malogro da revolução de Pernambuco o encheu de alegria. Seus versos cantaram o casamento de D. Pedro com D. Leopoldina, os anos de S. Majestade em 13 de maio de 1819, o aniversário da aclamação do rei. Diversas poesias são dedicadas a amigos, uma característica que se manterá: primou sempre nele o sentimento da amizade. Aos vinte anos começarm a aparecer Marílias, Nises, Lílias, Isbelas mas seus sonetos, cantigas e madrigais continuam arcádicos – com ligeira influência dos mineiros.

Em 1821, porém, vivia-se no Rio de Janeiro «o ano do constitucionalismo português», como afirma Oliveira Lima em O Movimento da Independência. Ninguém podia ficar indiferente. O elemento conservador, receoso de desordens, alimentava esperança de que a chegada das novas instituições não importaria em ruptura com Portugal, pois haveria uma monarquia dual, servindo a coroa como união. Era o pensamento de Evaristo da Veiga, ilusão de que participaram muitos brasileiros. Não tardaram os constitucionalistas de Portugal a demonstrar sua incompreensão das coisas do Brasil e foram aparecendo as resoluções das Cortes que tinham como propósito estabelecer a antiga submissão colonial, embora de outra forma. Foi nesse instante que nele despertou o patriota: um soneto em 17 de outubro de 1821 é intitulado O Brasil. Outro, de fevereiro de 1822, já estigmatizava «a perfídia de Portugal».

Daí em diante vibrou com o movimento que se espalhava pelo país. Em 16 de agosto de 1822, sem ser figura saliente em nenhum acontecimento, escreveu o Hino Constitucional Brasiliense, o célebre «Brava Gente Brasileira / longe vá temor servil», etc. Compôs sete hinos, no total, entoados por milhares de bocas. O «Brava Gente» recebeu duas músicas, uma do maestro Marcos Portugal, outra do próprio Príncipe Regente D. Pedro! E como Evaristo era tímido e o príncipe notoriamente melômano, logo se lhe atribuiu a letra… Só mais tarde, em 1833, Evaristo reivindicaria a letra (os originais estão na Seção de Manuscritos da Biblioteca Nacional).

O ato da aclamação do imperador lhe inspirou três sonetos – e outros dedicou à Liberdade, à instalação da Assembléia Constituinte, a lorde Cochrane, à fuga do general Madeira. Mas teria papel obscuro e modesto nos sucessos da Independência. Seu nacionalismo era novo, faltava-lhe paixão, e ademais não tinha posição social, era um rapaz modesto e avesso a turbulências que trabalhava no balcão da livraria do pai. Em 1821, porém, assina com pseudônimo «O Estudante Constitucional» uma réplica a panfleto anônimo contra o Brasil, intitulado Carta do Compadre de Belém, impresso em Portugal.

Cedo deixou de ser um espectador desenganado da ação do imperador. 1823 era o ano da instalação da Constituinte e o de sua dissolução por um golpe de força. Em 30 de maio ele já fala no «despotismo mascarado»… Deixou de fazer sonetos, fez hinos. Ainda publicaria em 1823 Despedida de Alcino a sua Amada, pois Alcino foi seu nome poético. Mas era poeta bastante medíocre e disso teve convicção antes de que outros lhe dissessem. Sua atividade poética foi esmorecendo, subindo apenas em 1827, ano em que se casou. Sua vocação, logo descobriria estar na política, no serviço público, na imprensa, no parlamento.

Fonte: Wikipédia

Bernardino de Campos,Diplomata, político e jornalista brasileiro, esse ferrenho Republicano nasceu em 06 de setembro de 1841. Dirigente do Partido Republicano e duas vezes Presidente de São Paulo, foi Ministro Plenipotenciário. Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, transferiu-se para Amparo-SP – 1866 onde passou a exercer a profissão. Defendia ardorosamente seus ideais Republicanos já manifestados quando acadêmico Conselheiro Municipal, elegeu-se deputado à Assembléia Provincial (1888) pelo Partido republicano. Mudou-se para SP e logo após a Proclamação da República foi nomeado Chefe de Polícia. Dois anos depois tomou assento na Assembléia Constituinte, sendo, também, seu presidente. Eleito Presidente de SP para o período de 1892 a 1896, tomou posse no dia 23 de agosto. Deixando o Executivo Paulista assumiu a pasta da Fazenda; atendendo convite de Prudente de Morais. Eleito Senador em 1902, nesse mesmo ano retornou à Presidência do Estado Bandeirante, permanecendo no cargo até 1904. Voltou ao senado e presidiu, ainda, a Comissão Diretora do partido republicano. Incumbido de Missão Especial, na Europa, desempenhou funções de Ministro Plenipotenciário. Jornalista, militou na Imprensa Nacional. Instado a candidatar-se à Presidência da República. Em 1906, não aceitou, favorecendo assim Afonso Pena. Foi, também, General de Brigada, honorário, por nomeação de Floriano Peixoto”. Faleceu em São Paulo em janeiro de 1915.

Ministro Xavier de Toledo, Morreu em São Paulo em 15 de dezembro de 1918 sem deixar geração. Pertencia à família de origem Paulista, filho do Coronel Francisco de Paula Xavier de Toledo e de Bernarda Guilhermina de Toledo. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de SP, formado em 1866. Promotor Público da Comarca de Franca, por Decreto de 19 de junho de 1872. Foi nomeado Juiz Municipal dos termos reunidos de Araraquara e São Carlos. Habilitado e promovido a Juiz de Direito, serviu, sucessivamente, em Rio Verde (Província de Goiás). Em Araraquara até 1.878 e em Iguape. Deixa a magistratura e vai exercer cargos na alta administração: Chefe de Polícia da Província do Espírito Santo e logo depois da se Santa Catarina. Em 1866 regressa à Magistratura e foi-lhe designada a Comarca de Piracicaba, onde passou “Ex-Vi” do Decreto 15 de janeiro de 1.877, para a de Itapetininga. Finalmente, por força do ato de 8 de setembro de 1892, deixa esta última comarca para ocupar o lugar de Ministro do Tribunal de Justiça posse a 13/09/1892. Sua permanência no Tribunal constitui um recorde, cerca de 26 anos. Desempenhou as funções de Presidente nos anos de 1900 e de 1907 a 1918, e de Chefe de Polícia do Estado, nos anos de 1896 e 1897, durante o governo de Dr. Campos Sales. O Ministro Dr. José Xavier de Toledo casou em SP (Cartório de Paz de Santa Cecília, livro de casamento n.º1, fls. 21 v.) a 12 de março de  1900, com Dona Zalina Rolim, nascida em Botucatu, filha do Ministro Dr. José Rolim de Oliveira Ayres. Nascimento: Pouso Alegre – 23/07/1846

Fonte: http://www.mgsulnews.com.br/historia/filhos-ilustres.html

João Caetano dos Santos (Itaboraí, 27 de janeiro de 1808Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1863) foi importante ator e encenador brasileiro.

Começou a carreira como amador, até que em 24 de abril de 1831 estreou como profissional na peça O Carpinteiro da Livônia, mais tarde representada como Pedro, o Grande.

Apenas dois anos depois, em 1833, João Caetano já ocupava o teatro de Niterói junto com um elenco de atores brasileiros. Assim iniciava a Companhia Nacional João Caetano.

O ator também exerceu as funções de empresário e ensaiador. Autodidata da arte dramática, seu gênero favorito era a tragédia, mas chegou a representar papéis cômicos.

Além de atuar em muitas peças, tanto no Rio como nas províncias, João Caetano publicou dois livros sobre a arte de representar: Reflexões Dramáticas, de 1837, e Lições Dramáticas, de 1862.

Em 1860, após uma visita ao Conservatório Real da França, João Caetano organizou no Rio uma escola de arte dramática, em que ensino era totalmente gratuito. Além disso, promoveu a criação de um júri dramático, para premiar a produção nacional. Era dono absoluto da cena teatral brasileira de sua época.

O pesquisador J. Galante de Souza (O Teatro no Brasil, vol.1) considera que o ator, “um estudioso dos problemas da arte de representar, e dotado de verdadeira intuição artística, reformou completamente a arte dramática no Brasil”.

Antes dele, a declamação era uma espécie de cantiga monótona, como uma ladainha. Ainda segundo J. Galante, “João Caetano substituiu aquela cantilena pela declamação expressiva, com inflexões e tonalidades apropriadas, ensinou a representação natural, chamou atenção para a importância da respiração e mostrou que o ator deve estudar o caráter da personagem que encarna, procurando imitar, não igualar, a natureza”.

José Clemente Pereira, também conhecido como José Pequeno (Ade, Castelo Mendo, 17 de fevereiro de 1787Rio de Janeiro, 10 de março de 1854), foi um magistrado e político luso-brasileiro.

Liderou as manifestações populares do Dia do Fico. Foi deputado geral, ministro dos Estrangeiros, ministro da Justiça, ministro da Guerra, Conselheiro de Estado, ministro da Fazenda e senador do Império do Brasil de 1842 a 1854. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia e sua viúva foi agraciada com o título de condessa da Piedade.

Biografia

Era filho de José Gonçalves e Maria Pereira.

Estudou direito na Universidade de Coimbra e mais tarde combateu os franceses em Portugal, servindo no exército Anglo-Lusitano que enfrentou os franceses sob a liderança do Duque de Wellington.

Em 1815 veio para o Brasil, onde estava a corte portuguesa. Foi nomeado juiz de fora da cidade de Niterói.

[editar] Participação na Independência do Brasil

Foi eleito para o Senado da Câmara e aliou-se a Joaquim Gonçalves Ledo nas campanhas pela independência, sendo ameaçado e perseguido.

Aconselhou e, assim, impediu que o príncipe regente do Brasil, D. Pedro jurasse a Constituição elaborada pelas Cortes de Portugal.

Liderou a grande manifestação popular do 9 de janeiro de 1822 que pediu a permanência do príncipe regente no Brasil e que ficou conhecida como Dia do Fico. O texto da declaração que pedia a permanência foi escrito por Gonçalves Ledo e entregue por José Clemente Pereira ao príncipe regente do Brasil, D. Pedro.

A Independência do Brasil foi promulgada em 12 de outubro de 1822 (a declaração da independência aconteceu em 7 de setembro de 1822). Depois de ser proclamado imperador, D. Pedro I resolveu afastar os que pediam uma monarquia mais democrática. José Clemente Pereira foi acusado de anarquista e demagogo e, após rápido julgamento, exilado. Com Gonçalves Ledo aconteceu o mesmo.

Em 1824, depois de dois anos exilado, pode retornar ao Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia

Carvalho de Mendonça,( José Xavier Carvalho de Mendonça), O jurisconsulto nascido em 1861 no Recife (Pernambuco) – como informou a Novo Milênio seu neto Paulo César Carvalho de Mendonça, em 6/9/2008 -, viveu a maior parte de sua vida em Santos, tendo sido nomeado presidente do primeiro Conselho de Intendência do Município, que funcionou de 19 de fevereiro de 1890 a 18 de fevereiro de 1891. Foi juiz de Direito da Comarca, um dos fundadores e presidente da Associação Protetora da Infância Desvalida (Asilo de Órfãos) e por muitos anos advogado da Companhia Docas de Santos:

Sobre ele, registra esta nota na página 52 do Almanaque de Santos – 1969, editado por Roteiros Turísticos de Santos, de P. Bandeira Jr., e tendo como redator responsável Olao Rodrigues (exemplar no acervo do historiador Waldir Rueda):

Um jurisconsulto que honrou Santos 

O dr. José Xavier Carvalho de Mendonça foi advogado de grande saber jurídico e que durante anos militou no foro de Santos. O Palácio da Justiça, cuja pedra fundamental foi lançada durante o primeiro centenário da Cidade, a 26 de janeiro de 1939, e solenemente inaugurado a 22 de setembro de 1962, tem o nome do ilustre jurisconsulto, em cujo saguão se depara com o busto do seu patrono, com esta inscrição: “Dr. J. X. Carvalho de Mendonça, jurisconsulto e advogado que honrou o foro de Santos”.

Na verdade, foi brilhante a vivência de Carvalho de Mendonça na cidade que o acolheu como filho e a que tanto enobreceu com a sua atividade profissional.

Conta o professor Passos Sobrinho que, em 1916, o major Álvaro Ramos Fontes, então superintendente da Companhia Docas de Santos, chamou o dr. Carvalho de Mendonça e ponderou-lhe que abandonaria o cargo se a empresa se visse derrotada numa disputa com a Alfândega, de que era inspetor Portugal de Albuquerque. Pois bem. O major Álvaro de Barros Fontes ficou no cargo, porque a Docas ganhou a questão, brilhantemente defendida por Carvalho de Mendonça, que invariavelmente era auxiliado pelo dr. João Nepomuceno Freire Júnior.

Esse episódio – apenas esse – marca a capacidade profissional de Carvalho de Mendonça, não bastassem tantos outros que definiram a sua alteada sabedoria jurídica.

Santos eterniza a memória do grande jurisconsulto, dando-lhe o honrado nome a uma das mais movimentadas ruas do Município.

E porque citamos a Companhia Docas de Santos é oportuno assinalar que um dos filhos de Carvalho de Mendonça, o engenheiro João Carvalho de Mendonça, é o atual (N.E.: em 1969) chefe da Divisão de Finanças da grande empresa portuária.

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0310o.htm

Marquês de São Vicente,( José Antônio Pimenta Bueno), Jurista e político brasileiro nascido em Santos, Estado de São Paulo, conhecido por sua participação na elaboração da Lei do Ventre Livre (28/09/1871). Filho de José Antônio Pimenta Bueno e de  Mariana Benedita de Faria e Albuquerque, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, tornou-se Servidor Público e iniciou-se na magistratura (1843). Exerceu os cargos de Chefe de Polícia, de Juiz de Fora e de Juiz da Alfândega de Santos, São Paulo, Primeiro Juiz de direito da Comarca de Santos, Desembargador da Relação do Maranhão e Desembargador na Corte. Foi Presidente de Província (1836-1838), Deputado geral (1845-1847), Presidente de Província (1850), Senador (1853-1878) e tornou-se visconde (1867). Também foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ministro dos Negócios da Justiça – Interino, Ministro dos Negócios da Justiça, Presidente do Conselho de Ministros, Integrante do Conselho de Estado do Império e governador das províncias de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Foi encarregado de preparar cinco projetos para a emancipação gradual dos escravos, que deu origem a promulgação da Lei do Ventre Livre (1871). Marquês (1872), aposentou-se como ministro do Supremo Tribunal de Justiça, e morreu no Rio de Janeiro, RJ. Em sua obra jurídica destacaram-se Apontamentos sobre as formalidades do processo civil (1850), Apontamentos sobre o processo criminal brasileiro (1857) e Direito público brasileiro e análise da constituição do império (1857), Direito internacional privado e aplicação de seus princípios com referência às Leis Particulares do Brasil (1863), Considerações relativas ao beneplácito e recurso à Coroa em matéria de Culto (1873). Recebeu a Ordem da Rosa (1838), a máxima condecoração imperial, por serviços prestados em Mato Grosso.

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Francisco Glicério Cerqueira Leite ,Jornalista, político, maçom e general honorário do Exército brasileiro nascido em Campinas, São Paulo, um dos artífices da Campanha Republicana e único líder republicano paulista presente na corte na manhã histórica de 15 de novembro, dia da proclamação da república (1889). De ascendência humilde, foi tipógrafo, fotógrafo, escrevente de cartório, professor primário, solicitador e advogado provisionado em Campinas. Aproximou-se na juventude do grupo de republicanos em campanha no interior da província. Chamado ao Rio de Janeiro pelos correligionários cariocas poucos dias antes da proclamação da república, participou intensamente das reuniões conspiratórias que culminaram com a queda da monarquia. Com Quintino Bocaiúva e Aristides Lobo, foi responsável pela escolha dos integrantes do primeiro governo provisório. Ocupou a pasta da Agricultura (1890-1891), liderou na Câmara dos Deputados o movimento em prol de Floriano Peixoto e foi chefe do Partido Republicano Paulista e o principal organizador do Partido Republicano Federal (1894), a primeira tentativa de formar um partido nacional. Foi senador pelo estado de São Paulo (1902-1916) e no exercício do mandato chegou a presidir o Senado. Apoiou a candidatura de Hermes da Fonseca para presidente (1910), e foi cotado para compor com Rui Barbosa a chapa presidencial que concorreria ao período seguinte. General honorário do Exército, por participar do governo provisório, morreu no Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/FrancGCL.html

Pedro Américo de Figueiredo e Melo,(Areia, 29 de abril de 1843Florença, 7 de outubro de 1905) foi um pintor, romancista e poeta brasileiro.

Juventude

Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Pedro Américo era irmão do também pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo. Nasceu em uma família ligada às artes na cidade de Areia no estado da Paraíba, ainda que de escassos recursos, e desde cedo encontrou em sua casa o estímulo necessário ao desenvolvimento de seu talento precoce, incluindo na música, ensinada pelo seu pai Daniel, que era violinista, e que o introduziu também no desenho apresentando-lhe livros sobre artistas célebres.

Logo a fama do pequeno prodígio se espalhou pela cidade, e quando ali chegou em 1852 uma expedição científica liderada pelo naturalista Louis Jacques Brunet, este foi visitá-lo e pôde apreciar uma série de cópias de obras clássicas realizadas pelo menino, o que foi causa de pasmo no viajante. Querendo testá-lo para comprovar a habilidade que se apregoava, arranjou uns objetos e fez Pedro Américo desenhá-los em sua presença, e ele os reproduziu com grande semelhança. Impressionado, Brunet decidiu levá-lo consigo como desenhista em sua expedição. Entusiasmado, o jovem artista acompanhou o sábio francês por uma viagem de vinte meses cruzando boa parte do Nordeste brasileiro.Em 1854, com 11 anos, foi mandado para o Rio de Janeiro, para estudar no Colégio Pedro II, destacando-se entre os colegas por sua aplicação e inteligência. Ingressando na Academia Imperial de Belas Artes, seu progresso foi igualmente brilhante, conquistando 15 medalhas e prêmios, e mesmo antes de terminar o curso obteve uma pensão do Imperador Dom Pedro II para ir aperfeiçoar-se na Europa.

Lá demorou-se de 1859 a 1864, cursando a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Física de Ganot e a Sorbonne, sendo discípulo de Ingres, um dos maiores nomes do neoclassicismo francês, e também de Coignet, Hippolyte Flandrin e Horace Vernet. Durante sua estadia européia visitou outras capitais a fim de ampliar seus horizontes culturais.

Fonte: Wikipédia

Ana Costa, era fluminense de Maricá, onde nasceu a 22 de setembro de 1857, filha de José Paulo de Azevedo Sodré e D. Cândida Ribeiro de Almeida. Por parte materna, pertencia à família Ribeiro de Almeida, de renome nacional. Pelo lado paterno, fazia parte da família Azevedo Sodré, muito conhecida em Santos e São Paulo. Há até uma via pública, no Gonzaga, com o nome Azevedo Sodré, que era José Paulo de Azevedo Sodré, seu irmão, vereador e intendente de Santos.

Ela foi educada no Colégio da Imaculada Conceição, no Rio de Janeiro. Casou-se pela primeira vez com Casimiro Alberto Matias da Costa, de cujo matrimônio teve seis filhos. Em segundas núpcias, com José Bloem, funcionário da firma Hard, Rand & Cia.

Outro fato excepcional e pouco conhecido: a Avenida Ana Costa foi a primeira via pública de Santos a receber iluminação pública elétrica. Esse serviço foi executado por etapas. No dia 15 de agosto de 1903, a Companhia de Ferro Carril Santista iluminou pela primeira vez, pelo sistema elétrico, o trecho de suas oficinas, em Vila Mathias, até a esquina da Rua Carvalho de Mendonça, completando logo depois toda a distribuição de luz elétrica.

Como disseram os jornais da época, os moradores da Ana Costa saíram à rua e não cabiam em si de contentamento pela grande melhoria que se lhes proporcionava. As lâmpadas foram colocadas à distância de 50 em 50 metros.

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0034.htm

Rua Amazonas, homenagem ao Estado do Amazonas, uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas[5], com uma área de 1.570.745,680 km², se constitui na 9ª maior subdivisão mundial – é maior que as áreas somadas de França (547.030,0 km²), Espanha (504.782,0 km²), Suécia (357.021,0 km²) e Grécia (131.940,0 km²); seria o 18º maior país do mundo em área territorial, pouco maior que a Mongólia, com seus 1,564,116 km²; é maior que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados; e equivale a 2,25 vezes a área do Texas (696.200,0 km²), segundo maior estado americano.

O estado está situado na Região Norte do país e tem como limites a Venezuela e Roraima a norte, o Pará a leste, o Mato Grosso a sudeste, Rondônia a sul, o Acre a sudoeste), o Peru a oeste e a Colômbia a noroeste.

O Amazonas é um dos poucos estados brasileiros que não possuem litoral, mas possui a maior bacia hidrográfica e o maior rio do mundo, a Bacia Amazônica e o rio Amazonas.

Sua capital é a cidade de Manaus e outras localidades importantes são, Coari, Manacapuru, Tefé, Parintins, Itacoatiara, Tabatinga, Presidente Figueiredo, Eirunepé, Lábrea e Benjamin Constant

A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 25.335 km², superior à área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476 km² e o menor é Iranduba, com 2.215 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.

O Amazonas é também o 2º estado mais rico da região Norte, responsável por 32% do PIB da região.Possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (empatado com o Amapá), o maior PIB per capita, a 4ª menor taxa de mortalidade infantil, além 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados das regiões Norte do Brasil.

Com mais de três milhões de habitantes, é o segundo estado mais populoso do Norte. Sua capital, Manaus, é a maior e mais populosa metrópole da Amazônia.

Rua Pará, homenagem so Estado do Pará,que é uma das 27 unidades federativas do Brasil. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km², pouco maior que Angola, dividido em 144 municípios (com a criação de Mojuí dos Campos), está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a nordeste, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste.

O estado é o mais populoso da região norte, contando com uma população de 7.321.493 habitantes. Sua capital, Belém, reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões habitantes, sendo a maior população metropolitana da região Norte.[5] Outras cidades importantes do estado são, Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Barcarena, Castanhal, Itaituba, Marabá, Parauapebas,Redenção, Santarém e Tucuruí. O relevo é baixo e plano; 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás, Caximbo e Acari.

Os rios principais são, rio Amazonas, rio Tapajós, rio Tocantins, rio Xingu, rio Jari e rio Pará.

Rua Espírito Santo,Homenagem ao Estado do Espírito Santo uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Sudeste e tem como limites o oceano Atlântico a leste, a Bahia a norte, Minas Gerais a oeste e noroeste e o estado do Rio de Janeiro a sul, ocupando uma área de 46.077,519 km².

Sua capital é o município de Vitória. Outros importantes municípios são Aracruz, Anchieta, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares, São Mateus, Serra, Viana e Vila Velha. O gentílico do estado é capixaba ou espírito-santense.

Em 1535, quando os colonizadores portugueses chegaram na Capitania do Espírito Santo e desembarcaram na região da Prainha, iniciou-se o primeiro núcleo populacional, denominado Vila do Espírito Santo. Devido aos ataques indígenas, o líder Vasco Fernandes Coutinho resolveu fundar outra vila, desta vez em uma das ilhas, que foi chamada de Vila Nova do Espírito Santo (Vitória), enquanto a antiga passou a ser chamada de Vila Velha. Houve um tempo, conhecido por poucos, em que o Espírito Santo foi anexado à Bahia, tendo portanto Salvador como capital.

Atualmente, a capital Vitória é um importante porto de exportação de minério de ferro. Na agricultura, destaque para o café, arroz, cacau, cana-de-açúcar, feijão, frutas e milho. Na pecuária, gado de corte e leiteiro. Na indústria, produtos alimentícios, madeira, celulose, têxteis, móveis e siderurgia.

O estado também possui festas famosas, como o Vital (carnaval fora de época, em novembro), a Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante e o Festival de Arte e Música de Alegre.

O nome do estado é uma denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo.[4] Como curiosidade dessa etimologia, merece destaque o Convento de Nossa Senhora da Penha, símbolo da religiosidade capixaba que abriga em seu acervo a tela mais antiga da América Latina, a imagem de Nossa Senhora das Alegrias.[5]

Almirante Barroso,( Francisco Manuel Barroso da Silva)[1], primeiro e único barão do Amazonas, (Lisboa, 29 de setembro de 1804Montevidéu, 8 de agosto de 1882) foi um militar brasileiro da Marinha Imperial.

Foi o comandante que conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança. Como consequência dessa vitória, houve expressiva redução na capacidade naval paraguaia, tendo aquela nação, a partir de então, passado a adotar estratégias defensivas até ao fim do conflito.

Barroso foi condecorado com a Imperial Ordem do Cruzeiro e recebeu o título nobiliárquico de barão do Amazonas em 1866, em homenagem à nau capitânia que comandava na batalha do Riachuelo.

Arnaldo de Carvalho, (Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho )(Campinas, 5 de janeiro de 1867Campinas, 5 de junho de 1920) foi um médico brasileiro, fundador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Biografia

Foi diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, primeiro diretor e catedrático da Clínica Ginecológica da então Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e hoje Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que dá nome a uma das principais avenidas paulistanas. Em sua homenagem, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo é denominada a “Casa de Arnaldo” e a avenida onde está localizada recebeu o nome de “Doutor Arnaldo“.

Destacou-se como diretor clínico da Santa Casa de São Paulo, pelas ampliações e reformas que promoveu em seus serviços assistenciais e, pela modelar organização que imprimiu à Faculdade de Medicina de São Paulo, que fundou e da qual foi primeiro diretor.

Participou com destaque da fundação da Sociedade de Medicina e Cirurgia e, da criação da Policlínica do Estado. Apoiou todos os problemas médico-sociais de seu tempo. Renovou os métodos cirúrgicos em São Paulo, introduzindo-lhes as mais recentes conquistas científicas, praticando, pela primeira vez, entre nós, a gastrectomia.

Segundo a historiadora Pietra Diwan, em seu livro “Raça Pura” (Ed. Contexto, 2007), foi um dos médicos mais entusiastas do movimento da eugenia, termo criado por Francis Galton (1822-1911), que a definiu como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações, seja fisica ou mentalmente, e que pregava a limpeza da raça humana de fatores que a tornariam pobre. Arnaldo participou dos quadros da Sociedade Eugênica de São Paulo, fundada em 1918, da qual também fez parte, entre outros expoentes da intelecutalidade nacional, o médico Francisco Franco da Rocha (1864-1933).

Fonte Wikipédia

Augusto Paulino,(Augusto Paulino Soares de Souza), Nasceu em 4 de Setembro de 1877, no Rio de Janeiro, neto do Visconde do Uruguai e filho do Conselheiro Paulino José Soares de Souza, advogado ilustre, várias vezes ministro e último presidente do Senado do Império quando da proclamação da república em 1889, e de sua esposa, Maria Amélia da Silva Soares de Souza. 

Fez seus primeiros estudos no Colégio Anchieta de Nova Friburgo. Terminados seus estudos de humanidades, inscreveu-se em 1894 na Faculdade de Medicina  do Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa como interno do Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Terminado o curso médico, em 1899, alcança o cargo honroso de Interno da Faculdade, servindo na enfermaria da Segunda Cadeira de Clínica Médica, a cargo do famoso professor, Dr. Benício de Abreu, onde adquiriu as características de médico clínico, confirmando suas afirmações posteriores de que o cirurgião deve ser um clínico que opera.

Durante o curso médico, acompanhou na Anatomia Médico Cirúrgica e na Clínica Cirúrgica o ilustre professor Augusto Brant Paes Leme, de quem se tornou discípulo favorito, adquirindo dele os dotes de exímio desenhista, além de anatomista. Prova isso a sua tese de doutoramento, em 24 de Janeiro de 1899, “Cirurgia do pulmão e da pleura”, assunto que, à época, era ainda muito pouco explorado na literatura médica.

Numa de suas conclusões, sua tese declara que a tuberculose seria, no futuro, tratada cirurgicamente, em suas complicações, o que foi comprovado mais tarde, cerca de 50 anos depois, inclusive pela operação proposta por seu filho, Fernando Paulino, com a apicolise, denominada “Paulino’s procedure” na literatura médica mundial.

Em Março do mesmo ano, foi nomeado para o cargo de Preparador da Cadeira de Anatomia Médico-cirúrgica, por onde iniciaria a prática do ensino da cirurgia. Lecionou em vários cursos, devidamente aprovados pela congregação, a Anatomia Médico-cirúrgica e a Clínica Cirúrgica.

É nomeado, no ano seguinte – importante passo em sua carreira – cirurgião efetivo da Santa Casa da Misericórdia e da Associação dos Empregados do comércio,, tendo exercido, nesta última entidade, durante muitos anos, o cargo de diretor dos Serviços Clínicos.

Seus brilhantes esforços em prol do ensino, concedem-lhe, em 1911, a nomeação de Professor Extraordinário de Anatomia Médico-cirúrgica, posto no qual amplia e confirma sua já reconhecida competência. Em 1916, é designado Professor Catedrático de Clínica Cirúrgica, sucedendo seu mestre Paes Leme, por dois terços da congregação da Faculdade de Medicina. Toma posse, em 1911, como chefe da 15ª enfermaria da Santa Casa da Misericórdia, chefia esta ocupada, mais tarde, por seu filho, Prof. Augusto Paulino Filho.

Ensina, na Santa Casa, e na Faculdade de Medicina, de 1910 a 1945, quando foi jubilado por limite de idade de sua cadeira de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da então Universidade do Brasil, tornando-se Professor Emérito algum tempo depois.

Em 1932, já havia obtido, por concurso, a nomeação para Professor de Clínica Cirúrgica da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, aposentando-se em 1949. Foi Diretor da referida Escola, de 1946 a 1948.

Foi membro fundador do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Urologia, tendo sido seu Presidente. Membro da Academia Nacional de Medicina desde 1909, ocupando vários cargos em sua diretoria, sendo seu Vice-presidente em certa época. Entre outras sociedades de que foi membro, podemos citar o Colégio Americano de Cirurgiões, o Colégio Internacional de Cirurgiões, Honorário da Academia Brasileira de Medicina Militar, Honorário da Sociedade Brasileira da História da Medicina.

Foi um pioneiro em várias modalidades cirúrgicas. Operou em 1902 a primeira apendicite aguda no Rio de Janeiro. Sua memória para a Academia Nacional de Medicina em 1909 versava sobre “Da necessidade da localização nas craniotomias”,  trabalho pioneiro em neurocirurgia, à época.

Em sua vasta bibliografia, citam-se: 1. Lições de anatomia médico-cirúrgica da boca; 2. Lições de clínica cirúrgica; 3. Urologia; 4. A propósito de duas craniectomias; 5.  O problema da amputação imediata; 6 Anestesia cirúrgica; 7. O exame do doente e do diagnóstico em cirurgia; 8. Patologia cirúrgica (3 volumes); 9. Clínica cirúrgica (2 volumes); 10.  O humanismo médico; entre vários outros.

Iniciou no ensino médico no Brasil, o método audiovisual. Desenhava no quadro negro, com giz colorido, ou em vidro fosco, com tinta guache, a anatomia, os planos cirúrgicos, com todos os detalhes vasculares, nervosos, musculares, necessários à compreensão da perfeita técnica cirúrgica. São famosas as suas chamadas “mentiras pedagógicas” com que tentava incutir nos alunos ensinamentos que depois se tornariam inesquecíveis.

Como exemplo, conta-se que, certa vez, citou em aula um paciente, com abscesso de fossa supra-clavicular esquerda, que ao ser incisado, revelou-se uma apendicite aguda supurada. Ao notar a incredulidade dos alunos, explicou: “É a melhor maneira de ensinar, em um só paciente, a apendicite aguda, a hérnia diafragmática congênita e a mal-rotação do colon…”

Contou-me Mário d’Almeida, colega de faculdade de Augusto e Fernando, seus filhos, que certa feita, foram os três, assistir a uma operação que o Prof. Paulino realizava em sua enfermaria 15, na Santa Casa da Misericórdia. Ao notar os três, perguntou: “O que vocês estão fazendo aqui?” Responderam que gostariam de aprender técnica cirúrgica.

Reposta do pai e professor: “Vão olhar o Brandão (Prof. Augusto Brandão Filho, seu colega de congregação e seu concorrente na clínica particular), lá vão aprender mais que aqui…”  Ele queria o melhor para os filhos e alunos. Colocava de lado o orgulho de cirurgião e de pai, e, com a sua honestidade superior, mandava os filhos aprender com seu concorrente, melhor cirurgião, mas, provavelmente, não tão bom professor como ele.

Casado em 1903 com Maria Amelia Almeida Soares de Souza, teve três filhos: Augusta, mãe do renomado cirurgião do Rio de Janeiro, Aluizio Soares de Souza Rodrigues, professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e durante muitos anos, chefe de cirurgia do Hospital do Andaraí, onde formou muitos cirurgiões. Augusto Paulino Filho, seu sucessor na chefia da 15a Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia, professor de cirurgia da Escola de Medicina da atual UniRio, Rio de Janeiro, pai de Augusto Paulino Netto, e avô de Augusto Paulino Soares de Souza, cirurgião ortopedista no rio de Janeiro. Fernando Paulino, seu terceiro filho, cirurgião de renome nacional e internacional, chefe de uma escola cirúrgica com ramificações em todo nosso país, tem dois netos médicos, Roberto Paulino, psiquiatra, e Rodrigo Paulino, radiologista, ambos bisnetos do professor Augusto Paulino.

* Augusto Paulino Netto: Membro da Academia Nacional de Medicina

Fonte:  http://www.sbhm.org.br/index.asp?p=medicos_view&codigo=59

Teixeira de Freitas ,Augusto (Cachoeira, 19 de agosto de 1816Niterói, 12 de dezembro de 1883) foi um dos mais importantes jurisconsultos brasileiros, a ponto de ser reconhecido como o jurisconsulto do império.

Formado pela Faculdade de Direito de Olinda — atual Faculdade de Direito do Recife —, Teixeira de Freitas foi o responsável pela extraordinária Consolidação das Leis Civis brasileiras, de 1858, e autor da primeira e mais impressionante tentativa de codificação civil que o Brasil já vira: seu “Esboço de Código Civil” era uma obra colossal com aproximadamente 5.000 (cinco mil) dispositivos, que apesar de não ter sido diretamente utilizado no Brasil, influenciou os trabalhos posteriores no país, resultando no Código Civil de 1916, de Clóvis Beviláqua, como também influenciando profundamente os códigos do Paraguai, do Uruguai e da Argentina, o qual constitui base.

Visconde de Cairú, (José da Silva Lisboa), primeiro barão , (Salvador, 16 de julho de 1756Rio de Janeiro, 20 de agosto de 1835), foi um economista, historiador, jurista, publicista e político brasileiro, ativo na época da Independência do Brasil.

Sempre apoiou ardorosamente D. João VI e D. Pedro I. Ocupou diversos cargos na administração econômica e política do Brasil, Deputado da Real Junta do Comércio e Desembargador da Casa da Suplicação, após a instalação da corte no Rio de Janeiro, em 1808. Diz-se na página 321 de «Portugal como Problema – A Economia como Solução», Público-Fundação Luso-Americana, Lisboa, 2006: «Impulsionou a criação de uma aula de economia política e colaborou directamente na redacção dos decretos que ditaram a abertura dos portos brasileiros e o levantamento da proibição de instalação de manufacturas no Brasil. A sua atitude favorável ao desenvolvimento económico da colónia acabaria por contribuir para a criação das condições indispensáveis à independência política do Brasil, em 1822, figurando Silva Lisboa – entretanto agraciado com o título de Visconde Cairú – como um dos nomes com lugar de honra no panteão dos heróis da pátria brasileira.»

Se procura o historiador Francisco Machado de Faria e Maia (1876-1959), veja Francisco de Ataíde Machado de Faria e Maia.

Visconde de Farias ,(Francisco Machado de Faria e Maia) (Ponta Delgada, 27 de Setembro de 1815 — Ponta Delgada, 6 de Maio de 1890), 1.º visconde de Faria e Maia, foi um rico proprietário rural e um importante político açoriano com um relevante papel nos acontecimentos que precederam o movimento autonomista que em 1895 levou à autonomia administrativa dos Açores.

Foi filho do morgado José Inácio Machado de Faria e Maia (1793-1881), um dos mais ricos proprietários da ilha de São Miguel, e de Maria do Carmo de Mendonça Valadares de Matos e Góis de Albergaria Caupers, filha de Pedro José Caupers, o último donatário das Flores e do Corvo[1]. Era sobrinho do eclesiástico e deputado Bernardo do Canto Machado de Faria e Maia (1797-1841) e irmão do também deputado Mariano Augusto Machado de Faria e Maia (1843-1917).

Muito jovem foi enviado para Lisboa, onde estudou no Colégio dos Nobres.

Ao casar a 21 de Dezembro de 1837 com uma sua tia paterna, Teresa Clara de Jesus Cardoso Machado de Faria e Maia, filha da morgada Helena Vitória Máxima da Câmara e Noronha Machado Faria e Maia e do seu segundo marido, o desembargador Vicente José Ferreira Cardoso da Costa, reuniu aos já avultados bens paternos os de outro ramo igualmente abastado da família, o que o tornou num dos mais ricos proprietários da ilha de São Miguel e por consequência dos Açores.

Construiu um palacete na Arquinha, então arredores de Ponta Delgada, onde se instalou. Foi feito moço fidalgo da Casa Real com exercício no Paço e já no fim da sua vida foi agraciado pelo rei D. Carlos I de Portugal com o título de visconde de Faria e Maia, por carta régia de 27 de Fevereiro de 1890, registada postumamente por decreto de 16 de Abril de 1891[2].

Entre os seus numerosos filhos contam-se os deputados Augusto Caupers Machado de Faria e Maia (1831-1903) e Francisco Caupers Machado de Faria e Maia (1841-1923), ambos influentes políticos das últimas décadas do século XIX. No título foi sucedido por Vicente Machado de Faria e Maia, 2.º visconde de Faria e Maia.

Gonçalves Ledo, Joaquim (Rio de Janeiro, 11 de agosto de 1781 – Fazenda de Macacu, Sumidouro, 19 de maio de 1847) foi um político e jornalista brasileiro.

Editor do Revérbero Constitucional Fluminense, jornal lançado por ele e por Januário da Cunha Barbosa a 15 de setembro de 1821, Ledo foi um dos promotores do “Dia do Fico” (9 de janeiro de 1822). No jornal, combatiam os interesses dinásticos portugueses e reivindicavam a constituição de um governo liberal.

Ledo foi deputado provincial do Rio de Janeiro até 1835, quando abandonou a política e a maçonaria para recolher-se em Sumidouro, onde morreria, em sua fazenda, de ataque cardíaco [1]

Foi ferrenho adversário de José Bonifácio de Andrada e Silva tanto na maçonaria quanto na política.

Ledo era muito modesto, não gostava de aparecer, trabalhava por seus ideais por amor e não por ambicionar cargos, títulos ou honrarias de qualquer espécie. Neste sentido, existem rumores de que ele tenha incinerado seu arquivo de documentos relacionados a sua participação na independência do Brasil. Mesmo assim, a história mostrou a grande importância de Joaquim Gonçalves Ledo na independência do Brasil e, há quem diga, que Ledo foi o grande articulador da indepêndencia do país.

Em certa ocasião, antes da independência, dirigiu-se ao príncipe, com as seguintes palavras:

“A natureza não formou satélites maiores que os seus planetas. A América deve pertencer à América, a Europa à Europa, porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas o espaço imenso que as separa. O momento para estabelecer-se um perdurável sistema, e ligar todas as partes do nosso grande todo, é este…”[2]

Fonte:  Wikipédia.

Pinheiro Machado, Senador José Gomes, nasceu em Cruz Alta – Rio Grande do Sul, em 8 de maio de 1851. Foi um líder republicano, Senador da República (1890-1915), fundador do Partido Republicano Conservador e Vice-Presidente do Senado Federal.

Em 1865, com quinze anos de idade, aluno da Escola Militar no Rio de Janeiro, demonstrando a sua coragem e patriotismo, abandonou os seus estudos para combater na Guerra do Paraguai, como alistado do Corpo de Voluntários da Pátria, onde permaneceu até 1868.

Após ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, no ano de 1878, fundou com outros colegas o Clube Republicano Acadêmico e o jornal “A República”, empenhando-se na propaganda das idéias republicanas que entusiasmavam a juventude acadêmica da época.

Bacharelando-se com brilho, retornou para o Rio Grande, passando a residir na Cidade de São Luís das Missões, atual São Luís Gonzaga, onde abriu banca de advocacia. Funda o primeiro partido republicano riograndense nessa cidade e empenha-se na propaganda pelo estabelecimento da República no Brasil, juntamente com Venâncio Aires, o grande idéologo republicano, Julio Prates de Castilhos, Demétrio Ribeiro, Apolinário Porto Alegre, Ramiro Barcelos e Joaquim Francisco de Assis Brasil.

Proclamada a República, foi eleito senador pelo seu estado para a Assembléia Constituinte de 1890/1891, na cidade do Rio de Janeiro, antiga capital do país.

Em 1893, inicia-se a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, uma grande ameaça ao novo regime, razão pela qual Pinheiro Machado deixa a sua cadeira de senador para combater aquele movimento armado, organizando a legendária Divisão do Norte que heroicamente sustentou a luta contra as forças aguerridas de Gumercindo Saraiva. Tendo derrotado os revoltosos na Batalha de Passo Fundo, fato pelo qual foi homenageado pelo Marechal Floriano Peixoto com a patente de general, retornou para o Senado, onde cumpriu o seu mandato até o prematuro falecimento.

Foi uma presença marcante na vida política nacional, se constituindo num dos fatores da estabilidade do regime republicano do qual era um fiel soldado e servidor.

Apoiou com o seu prestígio e força moral vários governos republicanos, principalmente o do seu amigo e correligionário o Marechal Hermes da Fonseca, assegurando da Presidência do Senado a estabilidade necessária à consolidação do regime republicano em nosso país.

nasceu em Cruz Alta – Rio Grande do Sul, em 8 de maio de 1851. Foi um líder republicano, Senador da República (1890-1915), fundador do Partido Republicano Conservador e Vice-Presidente do Senado Federal.

Em 1865, com quinze anos de idade, aluno da Escola Militar no Rio de Janeiro, demonstrando a sua coragem e patriotismo, abandonou os seus estudos para combater na Guerra do Paraguai, como alistado do Corpo de Voluntários da Pátria, onde permaneceu até 1868.

Após ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, no ano de 1878, fundou com outros colegas o Clube Republicano Acadêmico e o jornal “A República”, empenhando-se na propaganda das idéias republicanas que entusiasmavam a juventude acadêmica da época.

Bacharelando-se com brilho, retornou para o Rio Grande, passando a residir na Cidade de São Luís das Missões, atual São Luís Gonzaga, onde abriu banca de advocacia. Funda o primeiro partido republicano riograndense nessa cidade e empenha-se na propaganda pelo estabelecimento da República no Brasil, juntamente com Venâncio Aires, o grande idéologo republicano, Julio Prates de Castilhos, Demétrio Ribeiro, Apolinário Porto Alegre, Ramiro Barcelos e Joaquim Francisco de Assis Brasil.

Proclamada a República, foi eleito senador pelo seu estado para a Assembléia Constituinte de 1890/1891, na cidade do Rio de Janeiro, antiga capital do país.

Em 1893, inicia-se a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, uma grande ameaça ao novo regime, razão pela qual Pinheiro Machado deixa a sua cadeira de senador para combater aquele movimento armado, organizando a legendária Divisão do Norte que heroicamente sustentou a luta contra as forças aguerridas de Gumercindo Saraiva. Tendo derrotado os revoltosos na Batalha de Passo Fundo, fato pelo qual foi homenageado pelo Marechal Floriano Peixoto com a patente de general, retornou para o Senado, onde cumpriu o seu mandato até o prematuro falecimento.

Foi uma presença marcante na vida política nacional, se constituindo num dos fatores da estabilidade do regime republicano do qual era um fiel soldado e servidor.

Apoiou com o seu prestígio e força moral vários governos republicanos, principalmente o do seu amigo e correligionário o Marechal Hermes da Fonseca, assegurando da Presidência do Senado a estabilidade necessária à consolidação do regime republicano em nosso país.

Fonte:http://politicabr.wikia.com/wiki/Senador_Pinheiro_Machado

Uma resposta to “47 – Personalidades e Estados que dão nomes as Ruas do Bairro:”

  1. deni chaves dos santos Says:

    solicito documentários sobre o partido republicano rio grandense, somos
    netos e bisanetos no coronel Antonio Ramos Barroso, participou na concolidação e transição da monarquia para a republica, juntamente com JULIO DE CASTILHOS SENADOR PINHEIRO MACHADO BORGES DE MEDEIROS, solicito retorno

    atenciosaamente

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