80 – Informática: As criações da era Jobs e outros assuntos

  • 25 de agosto de 2011

Por Rafael Cabral

Quais as tecnologias que definiram a era Steve Jobs à frente da Apple?

SÃO PAULO – Veja tudo o que foi criado durante a ‘Era Steve Jobs’.

 

Apple I (1976)

 O primeiro produto da Apple foi desenvolvido e construído à mão por Steve Wosniak, parceiro de Jobs, e servia principalmente para engenheiros e programadores de garagem como eles. Jobs foi quem criou toda a estratégia comercial do computador pessoal, que serviu de base para o primeiro grande sucesso comercial da marca.

Apple II (1977)


 

 

O Apple II foi o primeiro produto nascido da visão de computação de Jobs: o modelo foi o primeiro grande sucesso no mercado da computação pessoal. Enquanto empresas como IBM apostavam em produtos voltados para empresas e executivos, Jobs apostou que todos iriam querer ter um PC – precisamos dizer que ele acertou?

Lisa (1983)

O modelo Lisa foi o primeiro computador pessoal da Apple que experimentava uma interface gráfica, mais próxima do conceito de computação que temos hoje, com janelas, abas e ícones controlados pelo mouse. Considerado caro quando lançado, o modelo não engrenou, mas serviu de base para o sucesso Macintosh.

 

Macintosh (1984)

O Macintosh tornou os experimentos do Lisa mais comerciais e foi um dos primeiros computadores com uma interface gráfica a se sair bem nas vendas, principalmente por causa da agressiva campanha de lançamento da Apple, baseada no livro 1984 de George Orwell e em uma promessa de mundo moderno

 

Next (1989)

Por causa de uma briga política pelo controle da Apple, Jobs foi forçado a deixar a empresa que criou em 1985. Após se demitir, o empresário começou vida nova com a NeXT Computers, uma nova fabricante de computadores dedicados aos executivos. O sucesso comercial da linha foi limitado, mas a equipe – formada principalmente por ex-engenheiros da Apple – desenvolveu experimentos interessantes com interfaces gráficas que foram aproveitados por outras empresas.

 

Newton (1993)

O Newton não está aqui por ter sido bem aceito – pelo contrário, quase ninguém comprou esse que foi o primeiro tablet criado pela Apple e lançado no longínquo ano de 1993. O modelo mostra que esse tipo de computação já vinha sido pensada dentro da empresa – só que, na época, a tecnologia ainda não possibilitava que o produto fosse tão moderno. O Newton parecia mais com um Palm do que com os tablets atuais.

 

iMac (1998)

Fácil de instalar e todo constrito à tela, o iMac foi o produto que simbolizou a volta de Steve Jobs à Apple, em 1996. Dois anos depois, o executivo lançava a linha de computadores coloridos, disputadíssimos no começo dos anos 90. Com o produto, a Apple começava a assumir sua atual cara, a de fabricante inovadora e com designs acima da média.


iPod (2001)

“Finalmente você poderá carregar mil músicas no seu bolso”, disse Steve Jobs na apresentação do iPod, não o primeiro mas o mais famoso dos mp3 players da era digital. Como o produto vendeu como água, acabou abrindo caminho para a entrada da Apple nos mercado móvel (com o sucessor iPhone) e de música (com a iTunes)

 

iTunes Store (2003)

Lançada em um momento de confusão por parte da indústria fonográfica, que na época processava os seus próprios clientes por causa da pirataria e travava uma batalha judicial em vão com o Napster e outros programas p2p, a iTunes Store foi por muitos anos a única opção de venda legal de música digital. Jobs se tornou um intermediário necessário entre a indústria da música e os ouvintes.

 

iPhone (2007)

O iPhone foi o primeiro smartphone – todos os outros que vieram foram inspirados no seu design baseado na sensibilidade aos toques e no seu conceito. Junto com o telefone/microcomputador pessoal, Jobs lançou a economia dos aplicativos, programas disponibilizados na App Store e com os quais se poderia transformar o antes estático celular em basicamente qualquer coisa – quase um canivete suíço.

 

iPad (2010)

A ideia do tablet já vinha sendo comentada por applemaníacos há anos, e milhares de fotos e notícias falsas sobre um virtual tablet da Apple já circulavam na internet. Foi aí que Jobs decidiu ressuscitar a ideia, só que focando no espaço que conseguiu no mercado digital (venda de hardware, aplicativos, intermediário da indústria da música e cinematográfica). O produto recriou o nicho dos tablets

 

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+ Veja mais notícias sobre a saída de Steve Jobs da presidência da Apple

Fonte:  http://blogs.estadao.com.br/link/as-criacoes-de-era-jobs/

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26/10/2011

IPOD FAZ 10 ANOS, VEJA O QUE O TOCADOR MUDOU NA INDÚSTRIA DA MÚSICA.

Aparelho foi lançado pela Apple em 23 de outubro de 2001.
iPod popularizou hábito de acumular e escutar músicas digitais.

Fonte: Gustavo Petró e Laura Brentano Do G1, em São Paulo

2 comentários
Linha do tempo iPod (Foto: Arte G1)

Steve Jobs apresentou o primeiro iPod em 23 de outubro de 2001. Na época, o ex-presidente da Apple disse que mais de 1 mil músicas com qualidade de CD poderiam ser guardadas no ultra-portátil tocador, projetado para caber no bolso. “Com o iPod, a Apple inventou uma nova categoria de tocador que permite colocar toda sua coleção no bolso para ouvir em qualquer lugar. Ouvir música nunca mais será igual”, disse Jobs há 10 anos.

O primeiro modelo de iPod, na época compatível apenas com computadores Macintosh, tinha capacidade de 5 GB e chegou às lojas dos Estados Unidos em 10 de novembro por US$ 400. Hoje, a Apple vende quatro modelos de iPods que custam a partir de US$ 50 e tem até 160 GB de memória.

Nesses 10 anos, mais de 300 milhões de iPods foram vendidos. Segundo Tim Cook, novo presidente da companhia, a Sony levou 40 anos para comercializar 220 mil Walkmans. Apesar das especulações de que a Apple iria interromper a fabricação de iPods, Cook disse que mais de 45 milhões de tocadores foram comprados entre 2010 e 2011.

“O mais animador é que quase metade desses consumidores estão comprando o seu primeiro iPod. Muitos estão sendo introduzido à Apple por meio do tocador. Por isso, o iPod ainda é um mercado grande e importante para a Apple”, disse Cook.

O G1 conversou com o músico Ed Motta, que adotou o iPod desde o primeiro modelo – hoje, ele tem cinco aparelhos com 160 GB e um de 80 GB –, e o editor-chefe da revista “Rolling Stone Brasil”, Pablo Miyazawa. Eles comentaram as transformações que o tocador da Apple provocou na indústria da música.

1 – Impulsionou o mercado da música digital
Antes do iPod, nenhum outro tocador de mp3 tinha se popularizado. O tocador da Apple foi o catalisador da música digital. “O Napster – programa de compartilhamento de arquivos – ajudou a popularizar o hábito de compreender a música como um arquivo não palpável. Sem o Napster, não existiria a cultura que o iPod ajudou a difundir”, explica Pablo Miyazawa. “Antes, ouvir música era bem diferente, exigia certa estrutura, que o iPod ajudou a descomplicar”.

2 – Permitiu carregar milhares de músicas em um só lugar
O iPod foi lançado em 2001 prometendo “mil músicas no seu bolso”. Sem os tocadores digitais, os usuários precisavam carregar estojos de CDs, que ocupavam muito espaço. “Eu viajava com uma bolsa que cabiam 25 CDs e levava mais de 50 fitas cassete, pois não era permitido escutar CDs nos voos. Era um peso danado e me dava problemas na coluna”, explica Ed Motta. “Quando saiu o iPod de 5 GB foi uma maravilha pois cabia uns 50 discos”.

3 – Permitiu criar listas personalizadas
O iPod trouxe a ideia de criar listas de músicas personalizadas. Usuários de iPod podem ter uma lista para escutar na academia, outra para o trabalho, uma para ouvir no ônibus, etc. “A maneira de apreciar música mudou. No início de 2000, já era possível customizar a nossa vida musical, com a gravação de fitas e CDs personalizados. Mas o Mp3 facilitou isso. Hoje, todo mundo escuta música, até quem não é fanático”, diz Miyazawa.

4 – Ajudou artistas independentes
“Hoje é o melhor momento do mundo para você ser um artista independente”, diz Miyazawa. Segundo o jornalista, o iPod descomplicou o hábito de acumular e escutar músicas, o que colaborou para popularizar muitos artistas que eram exclusividade de nichos. “Os artistas não dependem mais de uma gravadora para fazer a sua música ser ouvida”. De acordo com Miyazawa, hoje o artista consegue fazer tudo sozinho com uma estrutura mínimat.

O primeiro iPod foi lançado em 2011 e tinha capacidade para mil músicas (Foto: Divulgação)O primeiro iPod foi lançado em 2001 e tinha
capacidade para mil músicas (Foto: Divulgação)

5 – Mudou a forma de comprar música
Em abril de 2003, a Apple lançou a loja iTunes para baixar e comprar músicas pela internet a partir de US$ 1. A loja não chegou ao Brasil, mas mudou a forma como os usuários passaram a consumir música no mundo. De acordo com o presidente da Apple, Tim Cook, 16 bilhões de músicas foram baixadas no iTunes desde o seu lançamento. “Há 30 anos, a única maneira de escutar música era comprando um álbum na loja. Hoje, há diversas alternativas para você apreciar um artista, desde indo a grandes turnês até comprando um show em Blu-ray”, explica Miyazawa.

6 – Foi responsável pela volta do vinil
As pessoas passaram a comprar mais discos de vinil depois do iPod. Segundo Ed Motta, o iTunes se tornou uma fonte de pesquisa enorme e, por causa das músicas digitais, a procura por discos de vinil aumentou, deixando-os mais caros. Para Pablo Miyazawa, a volta do vinil está mais relacionada ao culto à nostalgia. “Também acho que o iPod tenha certa influência, se você levar em consideração que a música no formato mp3 tem uma qualidade menor. A busca pelo vinil está ligada à busca por uma fidelidade maior de som. Mas os usuários comuns não percebem as diferenças”.

7 – Popularizou os tocadores digitais
Antes do iPod, outros tocadores de mp3 eram vendidos no mercado. Mas foi o aparelho da Apple que despertou a atenção dos consumidores para essa necessidade. “As pessoas não sabiam que elas precisavam carregar todos os seus discos no bolso. Na época, já existia o advento do mp3. A Apple criou o iPod a partir de uma facilidade tecnológica que já estava disponível”, explica Miyazawa. “A jogada da Apple sempre foi apresentar um produto no momento que as pessoas estavam realmente precisando dele”. Para Ed Motta, a qualidade de som do iPod é superior ao de outros tocadores. Por isso, o músico ripou parte da sua coleção de discos de vinil para poder escutá-la em viagens. “Confio na Apple, eles são o ‘crème de la crème’ da informática”.

8 – Possibilitou comprar faixas separadas
O formato de música digital possibilitou que os usuários carregassem apenas as músicas que gostam, e descartassem as desconhecidas que vêm no CD. “Existe o fato de você poder baixar apenas a música que está interessado ou ripar aquela canção que gosta. O formato facilitou isso”, diz Miyazawa. Já Ed Motta discorda que isso seja uma vantagem. “Prefiro ter um disco ruim de um artista do que ter uma música boa. Mas as pessoas que tem iPod olham isso como uma vantagem”. O músico afirma baixar as músicas para escutar no iPod, e, quando gosta do artista, sempre compra os discos.

9 – Diminuiu a aparelhagem de sons
Com o iPod, surgiram os docks, aparelhos de som que permitem encaixar o iPod para reproduzir todas as músicas do tocador. “Antigamente, uma festa em garagem era muito elaborada, precisava pegar emprestado o tocadiscos do pai com as caixas de som enormes. Hoje, um único dock ligado a um iPod já resolve isso”, diz Miyazawa.

10 – Introduziu o Click Wheel
O Click Wheel apareceu na quarta geração do iPod, lançada em 2004, permitindo que os usuários tivessem acesso às músicas, controlassem o volume, mudasse de faixa em um mesmo botão circular usando apenas o polegar. O Click Wheel foi a evolução do Scroll Wheel, do primeiro modelo do iPod. A diferença é que no aparelho de 2001, avançar as músicas e o “play” eram feitos em botões específicos. Na Click Wheel, todos os controles estão no mesmo botão.

O iPod classic, vendido atualmente, é a evolução do primeiro modelo do iPod.  (Foto: Divulgação)O iPod classic, vendido atualmente, é a evolução do primeiro modelo do iPod. (Foto: Divulgação)
Origem da fonte:

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/ipod-faz-10-anos-veja-o-que-o-tocador-mudou-na-industria-da-musica.html

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