81- 11 DE SETEMBRO DE 2001/ Derrubada das torres gêmeas em Nova York

Ataques de 11 de Setembro de 2001

As torres gêmeas do World Trade Center queimando após o ataque. Foto a partir do Brooklyn, em torno de dez minutos após o segundo impacto.

Local Nova York, NY
Condado de Arlington, VA
Shanksville, PA
 Estados Unidos
Data 11 de setembro de 2001 (10 anos)
8:46 am – 10:28 am
Mortes 2.993 mortos (incluindo 19 terroristas)
Feridos 6.291+
Responsável Al-Qaeda, planejado por Osama Bin Laden
Número de participante(s) 19

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, chamados também de atentados de 11 de setembro de 2001, foram uma série de ataques suicidas coordenados pela Al-Qaeda aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros.[1][2] Os sequestradores intencionalmente bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram em duas horas, destruindo construções vizinhas e causando outros danos. O terceiro avião de passageiros caiu contra o Pentágono, em Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle do avião, que os sequestradores tinham reencaminhado para Washington, D.C. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores.[3] A esmagadora maioria das vítimas era civil, incluindo cidadãos de mais de 70 países.[4] Além disso, há pelo menos um óbito secundário – uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.[5]

Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da Al-Qaeda (ver: Guerra do Afeganistão). Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT Act. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação anti-terrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei. Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e de seguro. O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower Manhattan, Nova Iorque.

Fonte: Wikipédia

11 de Setembro de 2001 – Reportagem do Jornal Nacional

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11 de setembro é parte de nós, diz diretor que perdeu 658  funcionários

Cantor Fitzgerald funcionava no World Trade Center com 960 empregados.

Empresa foi reconstruída e doou 25% dos lucros para famílias de vítimas.

Daniel Buarque Do G1, em São Paulo

Howard Lutnick estava deixando seu filho no primeiro dia de escola, em Nova York, quando soube que um avião havia se chocado contra a torre norte do World Trade Center em 11 de setembro de 2001. “Peguei um carro e fui direto para lá”, contou Lutnick dez anos depois, em entrevista ao G1.

Por mais que a tensão tivesse se tornado generalizada na cidade, já que as pessoas tentavam fugir da área dos ataques terroristas, a preocupação de Lutnick era ainda maior. A empresa de investimentos que ele dirige, a Cantor Fitzgerald, tinha seu escritório nos andares mais altos daquele prédio, e mais de 960 dos seus funcionários trabalhavam no local.

Howard Lutnick (ao centro), diretor da empresa que perdeu 658 funcionários no 11 de Setembro, no escritório da Cantor Fitzgerald em 2002 (Foto: Fred R. Conrad/The New York Time)Howard Lutnick (ao centro), diretor da empresa que perdeu 658 funcionários no 11 de Setembro, no escritório da Cantor Fitzgerald em 2002 (Foto: Fred R. Conrad/The New York Time)
Nenhum de nós queria voltar ao trabalho imediatamente, mas sabíamos que precisávamos fazer isso para cuidar das famílias, dar apoio financeiro.”
Howard Lutnick, diretor da Cantor Fitzgerald

“Cheguei lá depois de o segundo avião bater, mas não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Comecei a perguntar às pessoas que encontrava no lobby do prédio o andar de onde elas haviam descido. O andar mais alto de que encontrei sobreviventes foi o 92º”, contou Lutnick, explicando que estava percebendo que não havia sobreviventes da sua empresa (que funcionava entre os andares 101 e 105) quando a torre sul desabou. “Todos saímos correndo e fui engolido pela nuvem de poeira e fumaça. Deitei no chão e tentei segurar minha respiração”, disse.

Lutnick sobreviveu, mas perdeu um irmão e seus melhores amigos. Sua empresa foi uma das mais afetadas pelos ataques terroristas. Os atentados mataram 658 dos 960 funcionários que a Cantor Fitzgerald tinha. De uma hora para a outra, a empresa, que vinha crescendo, se viu numa encruzilhada e correu o risco de falir.

Sobrevivência
“O 11 de Setembro sempre vai ser parte de nós”, diz Lutnick, uma década depois dos atentados. Assim como ele, a empresa acabou sobrevivendo aos atentados, mas será sempre marcada por eles. “Não deixaremos aquele dia para trás, pois as famílias dos nossos amigos e as lembranças sempre estarão conosco, e teremos que honrar suas memórias”, disse. Segundo ele, entretanto, os ataques “não nos definem”.

Lutnick alega que a morte de quase 70% dos seus funcionários pôs em risco a existência da empresa, mas acabou servindo de motivação para que os sobreviventes voltassem a trabalhar e a tentar reconstruir a Cantor Fitzgerald.

“Cuidar das famílias dos nossos funcionários mortos foi a razão pela qual voltamos a trabalhar. Nenhum de nós queria voltar ao trabalho imediatamente, mas sabíamos que precisávamos fazer isso para cuidar das famílias, dar apoio financeiro. Essa é a motivação, nosso objetivo”, disse.

Polêmica
Dias depois dos atentados, entretanto, quando Nova York ainda tentava entender exatamente o que havia acontecido e como seria a vida dali por diante, Lutnick anunciou que não poderia pagar os salários dos funcionários mortos – o que gerou duros ataques a ele na imprensa.

“Havíamos perdido 650 pessoas, todas as que estavam trabalhando naquela manhã. Seria impossível pagar os salários dessas pessoas. Não seria prático, pois não teríamos dinheiro. Não fazia sentido. A imprensa atacou, falando que deveríamos cuidar das famílias sem pensar no lado prático. A empresa não funcionaria”, contou.

Pouco depois dessa primeira declaração, os sobreviventes da empresa voltaram a público para revelar o plano para apoiar as famílias. Lutnick anunciou publicamente ainda em setembro que a empresa voltaria a trabalhar e que doaria 25% dos seus lucros por cinco anos para as famílias dos empregados mortos.

“Preferimos nos comprometer com as famílias no longo prazo. Seria bobo responder à imprensa na hora dos ataques. Preferimos pensar com calma, fazer o correto, doar os lucros. Tomamos decisões de negócios a fim de maximizar os ganhos e as distribuições. Desde outubro de 2001 nós já distribuíamos doações para familiares”, contou.

Ao final dos cinco anos, a Cantor Fitzgerald doou US$ 180 milhões (R$ 287,4 milhões) para os familiares das vítimas do 11 de Setembro. Além disso, a empresa cobriu os planos de saúde das famílias dos empregados mortos até 2011, uma década depois dos ataques.

Crescimento
Apesar do forte impacto do 11 de Setembro na Cantor Fitzgerald, a empresa conseguiu retomar seu crescimento. Dez anos após perder quase 70% dos seus funcionários, a companhia agora funciona com 1.500 pessoas em Nova York e quase cinco mil em todo o mundo.

Um dos focos recentes do grupo é o Brasil. Além da Cantor Fitzgerald, Lutnick atualmente dirige a empresa BGC Liquidez, que tem escritório e 140 funcionários no Brasil. “Após retomarmos o crescimento, percebemos, em 2005, que estávamos prontos para expandir. Percebemos que o Brasil era um dos grandes lugares, com grande economia, em que precisávamos participar”, contou Lutnick, que disse ter vindo ao país durante as negociações. “São Paulo é um local de negócios incrível, e o Rio é um lugar ótimo para passar férias”, disse.

 Fonte: Portal G1
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Uma resposta to “81- 11 DE SETEMBRO DE 2001/ Derrubada das torres gêmeas em Nova York”

  1. bairrodocampograndesantossp Says:

    Encontrava-se chegando ao serviço,por volta 08:50 hs, a TV estava transmitindo ao vivo. Lembro que perguntei a um dos meus companheiros do trabalho qual era o nome do filme. Ele me respondeu é real, é um atentado terrorista.
    Na hora do almoço fui para casa,meu filho chegou da escola correndo dizendo “Começou a terceira guerra mundial”. Foi um dia muito triste para toda humanidade.

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