Tragédias provocadas pelas chuvas em Cubatão e Baixada santista/SP em 22fev2013..

Mudanças climáticas e tragédias provocadas por chuvas na Baixada Santista.

Sexta-feira, dia 22 de fevereiro   de 2013, é uma data  que ficará  gravada na memória de milhares de pessoas  na Baixada, principalmente os moradores de bairros periféricos da cidade de Cubatão.

Os institutos de pesquisas climáticas já viam alertando através da mídia, sobre a possibilidade de fortes chuvas para aquela  tarde de sexta-feira.

Pouco antes das 16h o céu escureceu, encoberto por nuvens escuras, chamadas pelos técnicos de “cúmulos nimbos”. Nuvens com grande concentração de águas.

O que se viu a seguir foi uma verdadeira tromba d’ água, com índice pluviométricos  nunca registrados antes, principalmente na Serra do Mar. Em menos de uma hora, ruas, avenidas e canais já estavam cheios e transbordando. Com as águas invadindo e destruindo centenas de casas, principalmente aquelas construídas  próximos  a rios e córregos ou em área de mangue.

Cubatão estava entrando no caos.

Em Santos, locais conhecidos por  sempre alagarem , como a entrada da cidade, Av. Martins Fontes  e Av  N.Sra. de Fátima, em pouco tempo estavam intransitáveis.

Aquela  região da cidade nunca recebeu a atenção devida dos governantes, bem como nunca foi aterrada, o rebaixamento do leito  transitável , está sempre sujeito a alagamentos.

Os maiores prejudicados são sempre os condutores de carros de passeios que acabam impossibilitados de passarem sobre as áreas alagadas.

A Zona Noroeste até que não sofreu muito os  efeitos desta  chuvarada, graças a elevação de suas ruas  ocorridas com o aterramento no período em que era permitido retirar areia da praia, sendo o Bairro Rádio Clube, um dos últimos a sofrer esta elevação na gestão do ex- prefeito Oswaldo Justo.

Cubatão, um dos maiores  polo-indústrial  do Brasil, revelou o seu paradoxo. A riqueza de suas industrias não chega as populações mais necessitadas da cidade. sem obras de melhorias, a cidade acabou sendo muito castigada, com centenas de pontos de alagamentos, transbordamento e muita destruição.

Cerca de 400  famílias  não tiveram como retornar para  suas casas, em razão da destruição. Muitas destas famílias tiveram suas casas completamente destruídas, tendo sidas encaminhadas para abrigos da prefeitura.

Quem estava  saindo do serviço, não pode voltar para casa, houve casos de pessoas que levaram 11 horas para fazer o trajeto Cubatão – Santos,  pela Rodovia Cônico  Domênico Rangoni  ou Piaçaguera, único local transitável  que não estava alagado.  Em uma época  em que todos utilizam o automóvel para sua locomoção, o caos foi estabelecido nos quatro cantos da cidade e baixada. As centenas de alagamentos  simplesmente não permitiam a fluidez do trânsito.

Na Rodovia dos Imigrantes, inaugurada  em 1976, aconteceu algo que simplesmente nunca havia acontecido. Uma avalanche de paus, pedras  e muita lama, desceu por sobre um dos túneis e inundou a pista carregando dezenas de veículos  de passeios e até uma carreta, como se fossem brinquedos. Vitimando uma jovem de pouco mais de 30 anos, que tinha vindo visitar amigos em Santos. O cenário exibido pelas emissoras de TV e Alguns jornais era assustador com aquele monte de veículos amontoados  e dezenas de famílias tentando fugir daquele inferno, para um local seguro.

Este  acidente, provocou um reflexo imediato no transito , que a esta altura na estava entrando em colapso e  acabou atingindo todas as rodovias do litoral que dão acesso a rodovia dos Imigrantes.

A rodovia dos Imigrantes permaneceu fechada por mais de 30 horas, e só foi liberada após minuciosa vistoria  de seus viadutos e túneis.

A velha rodovia Anchieta, inaugurada na década de 40, ficou fechada por cerca de duas horas, em razão de quedas de barreiras, mesmo assim após a limpeza de suas pistas, acabou sendo uma das alternativas para desafogar o trânsito em direção ao planalto.

Reservatório de água: Praticamente todos os reservatórios de águas da Baixada, acabaram sendo atingidos. A estação de tratamento de águas de Pilões, foi completamente destruído,  prejudicando o fornecimento de água potável para toda a região.

Imagens aéreas  do parque industrial de Cubatão, mostravam  muitas industrias alagadas com  muita lama trazida pelas fortes chuvas.

Infelizmente  vivemos ao nível do mar, e boa parte dos bairros das cidades litorâneas, cresceram avançando sobre o mangue.

A fantástica de idéia de Saturnino de Brito, de construir canais em Santos, no início do sélculo XX, veio a permitir o esgotamento de águas dos mangues e a sua conseqüente ocupação, a cidade, possui  aproximadamente  22 canais, que evitam a inundação, exceção quando há à  combinação de temporal  e maré alta.

Colaboração

J.Carlos de C.Silva

Editor do Blog

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